.: Campanha 2010: bancos não querem garantir empregos

Apesar do aumento do lucro, do volume de crédito e consequentemente do trabalho bancário, instituições financeiras se negam a debater as milhares de contratações que estão devendo ao país 

Emprego foi o tema da terceira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) na Campanha Nacional Unificada 2010. A reunião começou na tarde de quarta 8 e prossegue na quinta 9.

O maior patrimônio do trabalhador foi desconsiderado pelos representantes da Fenaban que se negam a debater a geração de postos de trabalho e a garantia de emprego. Tentaram até desqualificar os números divulgados pelo próprio setor, via Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), para evitar a discussão.

Os integrantes do Comando demonstraram que o crescimento do lucro, do volume de crédito e de vários outros indicadores apontam o aumento do trabalho do bancário e a necessidade real de mais contratações. E questionaram os negociadores da Fenaban sobre a quantidade de trabalhadores que se desligam dos bancos todos os anos. Nesse primeiro semestre foram 18 mil que saíram. Embora haja um número superior de contratações, é um turn over inadmissível em empresas tão lucrativas. Elas não têm razão para demitir, mas fazem isso para reduzir custos. A Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), coibe demissões imotivadas.

Para a Fenaban, a discussão de contratação deve ser banco a banco. Continuaremos fazendo esse debate qualificado, como no ano passado com o Banco do Brasil e a Caixa, e que resultou no compromisso de contratação de 15 mil trabalhadores. A Fenaban está mostrando falta de compromisso com o tema.

Os bancos geraram somente 0,61% dos postos criados no país no primeiro semestre. Se contratassem o número de bancários que evidentemente faltam nas agências e departamentos, estariam devolvendo à sociedade um pouco da riqueza que tiram dela, lembrando os milhares de correspondentes bancários e terceirizados que prestam serviço para o setor financeiro em todo o Brasil. São os banqueiros precarizando o trabalho, os empregos e as condições de atendimento para lucrar mais. Dizem que isso é uma questão de gestão que não pretendem discutir com os trabalhadores. Mas para nós é uma questão de direito que vamos continuar cobrando como parte interessada”

Terceirização – Outro ponto colocado em debate veio da mesa temática entre representantes dos bancários e dos bancos: a internalização de uma série de serviços que hoje estão terceirizados em boa parte dos bancos e não deveriam estar. Já garantimos em negociação a desterceirização de serviços como o Auto Finance do HSBC e o Telebanco do Bradesco. Os bancos até admitem que há setores que podem ser internalizados, mas ainda não informaram quais, em que condições. Comprometeram-se a apresentar essas informações e continuar a discussão quando a mesa temática for retomada após o fim das negociações gerais.

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