.: Já estamos em Campanha: Bancários pleiteiam a renovação da CCT

Nesta semana o Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região participou ativamente da Conferência Interestadual da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul.  O encontro aconteceu na quarta e quinta-feira na cidade de Itanhaém – SP, litoral sul de São Paulo, e reuniu representantes de todos os sindicatos filiados à federação.

Na oportunidade estavam reunidos representantes dos 23 sindicatos filiados a Federação, e Piracicaba compareceu com 18 representantes. A Conferência teve por objetivo deliberar acerca das ações a serem pautadas pela federação sobre a Campanha Salarial 2018, essas propostas serão apresentadas pelos delegados eleitos na Conferência Nacional que ocorre no próximo mês.

O presidente do SindBan, José Antônio Fernandes Paiva, comenta que a Federação saiu na frente nas discussões desde que a realização dos encontros regionais no mês passado. “Nós estamos saindo na frente em discutir os pontos de forma regional, e agora juntos deliberamos as reivindicações dos nossos bancários, tudo o que elencamos são problemas, direitos, e necessidades dos bancários”. Ele ainda completa ressaltando que o contato com a base torna os pontos levantados mais coerentes e em consonância com a realidade dos bancários.

Aprovação das propostas

A Campanha Salarial de 2018 será a primeira negociada sob as regras da nova legislação trabalhista (Lei nº 13.467), em vigor desde o dia 11 de novembro do ano passado, que afetou 43 cláusulas (61%) da CCT em relação aos seguintes pontos: disposições gerais, emprego, igualdade de oportunidades, liberdade sindical, remuneração, saúde e condições de trabalho. De acordo com a vice-presidente do SindBan será necessário na abertura do processo de negociação firmar um termo de compromisso com os bancos para garantir as atuais cláusulas da CCT até a renovação. “ Precisaremos lançar mão deste artifício, pois o nosso acordo coletivo de trabalho perde validade no dia 31 de agosto deste ano. A data-base da categoria é em 1º de setembro”, comenta.

Os delegados presentes na conferência aprovaram também as prioridades da Campanha: renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), reposição da inflação registrada entre os meses de setembro de 2017 e agosto deste ano, aumento real, e melhores condições de trabalho com mais contratação. A Conferência aprovou ainda a criação do Protocolo de Venda Responsável com Condições de Trabalho, uma proposta já apresentada pelos dirigentes do sindicato de campinas.

Vale lembrar que as propostas aprovadas pela Conferência Interestadual foram debatidas em três encontros regionais (Erban), realizados pela Federação dos Bancários de SP e MS entre os dias 24 e 26 de abril em Caraguatatuba. “É hora de nos acostumarmos com esta palavra: ULTRATIVIDADE, pois a Reforma Trabalhista veda a ULTRATIVIDADE da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, ou seja, se não ocorrer a assinatura de um novo acordo até o dia 01/Setembro os Bancários podem perder direito aos benefícios constantes na convenção, como por exemplo: Aux. Refeição, Alimentação, Gratificação de Função, Gratificação de Caixa. Só a mobilização, pressão, participação de todos podem nos levar a conquistas. Vamos nos unir e lutar para a manutenção de todos os direitos da Convenção atual, até a assinatura de uma nova Convenção”, ressalta Paiva.

Conferência Nacional

A etapa próxima etapa será a apresentação e defesa das propostas aprovadas na Interestadual durante a 20ª Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada entre os dias 8 e 10 de junho em São Paulo. As resoluções da Nacional, que irão compor a pauta de reivindicações da categoria, serão encaminhadas à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos); posteriormente, abre-se o processo de negociação para renovação da CCT.

Encontro por Bancos

Na noite de quarta-feira as delegações se reuniram logo após a abertura oficial do evento em grupos por bancos: Santander, Itaú, Bradesco, Caixa, Banco do Brasil, e outros. Nesta ocasião o assunto foi voltado para as situações que ocorrem nas agências bancárias, e os impasses específicos de cada instituição.

- Itaú

Na reunião os dirigentes do Itaú conversaram sobre o fechamento de agências físicas, falta de funcionários, agências digitais. Assunto consonante entre os bancos privados.

 - Bradesco

Os bancários, dirigentes do Bradesco ressaltaram que a posição do banco é de manter homologações no sindicato. Eles ressaltaram um assunto que já foi matéria do jornal “Giro Bancário” que são as ‘Não conformidades’. De acordo com o dirigente do SindBan, Aldo Rocha, os bancários da instituição vem sofrendo com a questão da avaliação das conformidades. “O cliente recebe um sms, e muitas vezes apenas ao clicar errado, ou a responder sem entender do que se trata pode prejudicar o bancário. 

Além disso, a questão das reformas das agências para mudança de layout e as condições as quais os bancários estão expostos.

 - Caixa

Na caixa um dos assuntos de mais destaque foi à proposta sobre a Saúde Caixa, visando suprir os dilemas após a resolução 23 da CGPAR que permite a alteração no modelo atual do sistema. " No grupo da caixa, reforçamos a defesa do plano de saúde- saúde caixa, e traçamos estratégias para defende-lo", comenta o dirigente sindical, Maurício Nobre Júnior.

- Banco do Brasil

Sobre o Banco do Brasil um dos grandes problemas levantados foi a questão da reestruturação e Cassi/Previ.

- Santander

Os dirigentes do Banco Santander apresentaram como mazelas a opção do Santander em não realizar mais homologações no sindicato, também tratou da falta de acessibilidade aos funcionários e do adoecimento. Segundo, Angela a discussão no grupo do Santander foi muito positiva, “foi possível deliberar ações pontuais como escrever um documento a direcionar a presidência do banco sobre a postura atual do Santander”, comenta.Conjuntura Atual

Na quinta-feira (17), a conferência recebeu a presença da técnica do Dieese, Vivian Machado que apresentou os dados relativos a lucros, gastos, custos com mão de obra entre outros pontos, dos bancos em 2018. Ela ressalta que nenhuma das grandes instituições apresentou perda de lucratividade os prejuízos nos últimos anos. Além disso a técnica ressalta que a força de mobilização dos bancários será primordial para uma vitória na negociação deste ano. “Nós acreditamos que a convenção possa sim ser renovada, mas o risco maior é que os bancos optem pela terceirização e que essa CCT não tenha validade para todos que trabalhem nas agências”, comenta.

Logo após a explanação do Dieese o Presidente da Federação, o deputado estadual, Davi Zaia apresentou uma análise de conjuntura política e econômica atual e avalia que o Brasil vive momentos difíceis, mas que os bancos não foram e não serão afetados a curto e médio prazo, por isso não é justificável o retrocesso nos direitos dos bancários nem negligenciar os avanços da categoria. “A participação efetiva da categoria é extremamente necessária. E que temos que ficar atentos e acreditar na negociação, pois já tivemos outros momentos de grande dificuldade e vencemos”, comenta.

Os bancários da região de Piracicaba foram representados na Interestadual por 32 diretores do Sindicato: Aldo Rocha, Angela Savian, Claudio Dias, Cesar Nascimento, Claudio Fasanaro, Eliana Cambraia, Heurenice Parizoto, João Possebon Neto, José Antônio Fernandes Paiva, José Jaime Perim, Kariny Paiva, Leticia Françoso, Marcelo Abrahão, Mauricio Nobre Júnior, Olivia Brossi, Paschoal Verga Junior, Paulo Roberto Coan, Pedro Mariano Braz.

Bruna Togni - MTB 81055/SP

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