.: Centro de Referência à Mulher precisa ser retomado

O Brasil ocupa o 7º lugar no ranking de mais casos de agressão. É o que informa a deputada federal Keiko Ota (PSB), que preside, em Brasília, a Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência e é responsável por difundir esta iniciativa. Os dados foram da palestra da deputada federal Keiko Ota (PSB), que preside, em Brasília, a Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência e é responsável por difundir esta iniciativa. A palestra dada ontem, dia 7, integra a programação da Semana da Mulher, organizada pelo vereador do Partido dos Trabalhadores e presidente do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e região, José Antonio Fernandes Paiva.
 
No evento também voltou a ser discutida a instauração de um centro de referência de atendimento à mulher nos moldes da instituição que existiu na cidade durante o governo do ex-prefeito José Machado (2001-2004). "É muito importante os governos estaduais e municipais se equiparem de forma adequada para atender as mulheres vítimas de violência", apontou a deputada.
 
Em pouco mais de 40 minutos de explanação, Keiko Ota apresentou breve relatório sobre as atividades da CPMI. Entre as resoluções da comissão está o fato do Brasil ter entre uma lei considerada "das mais avançadas no combate à violência (a Maria da Penha)", mas, ao mesmo tempo, o País está em sétimo lugar no ranking das nações onde mais se mata mulheres dentro de casa. "As principais causas são o machismo (46%), dos homens que veem as mulheres como objetos, e o alcoolismo (31%)", informou a deputada federal, apontando que a maior dificuldade de combate é por se tratar de "questão cultural".
 
De acordo com Keiko Ota, entre os estados mais violentos está o Espirito Santo que de a cada 100 mulheres 9,6 são mortas, seguido da Bahia e do Paraná. “Numa pesquisa anterior, Pernambuco era o segundo estado mais violento. Com a mudança do governo foram implantadas políticas públicas de combate à violência contra a mulher e uma nova pesquisa mostra que o estado caiu para 7º lugar na tabela da violência”, ressaltou Keiko.
 
Ela própria se engajou politicamente após a morte violenta do filho Ives Ota, de 8 anos, em 1998. "Tentei por treze anos acionar o Congresso Nacional e, sem nenhum resultado, decidi entrar para a política", advertiu.
 
Eleita pela primeira vez com 214 mil votos, a deputada integra a maior parte das comissões no Congresso Nacional que tratam de violência e direitos humanos. A conclusão dos trabalhos da CPMI é clara. O combate à violência precisa ter ressonância nas cidades. "Aqui vocês devem organizar uma comissão e manter um trabalho permanente", aponta ela.
 
Durante a palestra, Paiva se propôs a assumir a organização desta comissão local e também se prontificou a retomar a discussão em torno do centro de referência à mulher. "Foi uma bela experiência, mas infelizmente não teve continuidade", disse ele, procurando não entrar em questões partidárias. "Acho fundamental que este equipamento volte a funcionar para que possamos ter um trabalho em parceria também com a Delegacia da Mulher e se crie uma rede mais eficaz de auxilio a estas mulheres", avaliou.
 
No fim da palestra, a deputada federal distribuiu folhas do abaixo-assinado "Pelo Fim da Impunidade", pelo qual pede endurecimento das penas prescritas no Código Penal. São quatro mudanças: aumento do período máximo de prisão de 30 para 50 anos; aumento da pena mínima para o crime de homicídio simples de 6 para 10 anos; elevação do tempo para progressão de pena; e volta do exame criminológico para concessão de benefícios penais.
 
Repúdio - A Semana da Mulher, realizou um minuto de silêncio como repúdio à indicação do deputado federal Marco Feliciano (PSC) à presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. “Ele já fez declarações homo fóbicas e racistas e é inadmissível que ele assuma um cargo como esse”, disse Paiva.


Fernanda Moraes (28.535)
Sindicato dos Bancários de Piracicaba e região

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