Pessoa com deficiência: há muito o que avançar dentro e fora da categoria bancária

No dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região realizou um evento, com transmissão ao vivo pelas redes sociais, com intérprete de Libras, para tratar do tema.

Além dos diretores do sindicato, o evento contou com a presença da Secretaria Municipal de Assistência E Desenvolvimento Social, Fabiane Fischer Gomes Oliveira, dos vereadores André Bandeira, Pedro Kawai e Nanci Thame, de Clevis Spada, representando o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (Comdef), de Ademir Barbosa, presidente da Associação dos Ostomizados de Piracicaba e de Davi Rodrigues, Libras Piracicaba.

Assim como em outras categorias, garantir o acesso e condições de trabalho das pessoas com deficiência tem sido uma luta constante do Sindicato. O mesmo ocorre em relação à adaptação das agências para melhor acessibilidade dos clientes.

Bancário Eficiente – Dentro do projeto Bancário Eficiente, em 2016, o Sindban realizou levantamento de acessibilidade que atua com esses dois públicos e detectou que ainda falta muito para que os bancos respeitem tanto as leis de cotas para a contratação de pessoas com deficiência quanto melhorias para os clientes.

O relatório desse levantamento aponta que apenas 11,94% das agências possuem caixa eletrônico rebaixado para cadeirante; em 2,99% das agências os funcionários, estagiários ou aprendizes que auxiliam os caixas eletrônicos possuem curso de libras;  23,88% das agências possuem mapa da agência em Braile (indicando onde é o serviço de gerência, de caixa, etc);  40,30% das agências possuem caixas eletrônicos com função de áudio em funcionamento.

Para Letícia Françoso, diretora do Sindban, “o estudo traz muitos outros dados que revelam que ainda os bancos não se sensibilizaram com a acessibilidade e condições de trabalho das pessoas dom deficiência. Mesmo assim, a cada ano, voltamos a cobrar dos bancos atuação mais firme nesse sentido”, comentou.

Para o presidente do Sindban, José Antonio Fernandes Paiva, “é muito ruim 88% das agências não terem caixa rebaixado para cadeirante, por exemplo. Há uma lei de minha autoria que determina que os bancos instalem esse equipamento. Por isso, no ano que vem temos que nos reunir aqui com outros números, pois é isso que vamos fazer, cobrar para que os bancos avancem no sentido de garantir os direitos das pessoas dom deficiência”, argumentou.

Perfil Bancário – Outro estudo do Sindicato também é revelador, só para se ter uma ideia, apenas 4,5% dos bancários da base do Sindban possuem algum tipo de deficiência, segundo o levantamento do Perfil Bancário 2020.

Caixa – No mês de novembro, diretores do Sindicato se reuniram com o gerente de Logística Ricardo da Silva Mota e Daniela Cristina de Rondan Viana e Roberta Ferraz Marquezin, representantes do RH da Caixa Econômica Federal. Na pauta questões relacionadas à acessibilidade nas agências.

O gerente de Logística comentou que os dados do levantamento não tinham chegado até ele e que não existe restrição orçamentária para que as melhorias sejam realizadas. O relatório do projeto Bancário Eficiente foi reenviado à Caixa.  A cobrança sobre os outros bancos também vai continuar.

Onde o Sindban atua – o tema da pessoa com deficiência faz parta de pauta do Sindba dentro e fora da categoria. Por isso, o sindicato atua em diversos espaços de participação:

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